Não me queixo mais do racionamento de água de minha cidade

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Acabei de chegar da cidade de São Mateus, Espírito Santo.
Lá, a água que sai de todas as torneiras é salgada.
É a água do mar que invadiu o rio que secou...
mas é o rio que abastece de água a cidade.
Não há o que fazer:
tomam banho salgado, os chuveiro acabam queimando,
as torneiras dão choque, pois o sal é condutor de eletricidade.
O cabelo das pessoas estraga,
o sabonete não faz espuma,
o chão fica melado depois de lavado, por causa da melação do sal.....
Nunca vi coisa igual!
A prefeitura está proibida de cobrar água da população.
Quase nenhuma providência foi tomada....

Isto não é poesia surrealista.
É o que vi com meus “próprios” olhos.

Suely Costa
(psicanalista e divulgadora da Cultura de Paz)

A mensagem do Dalai Lama sobre os atentados em Paris

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Poucas horas tinham passado desde os atentados em Paris e uma das maiores hashtags em circulação nas redes sociais era #PrayforParis.

Todavia (e talvez para espanto de muitos), o Dalai Lama afirmou, numa entrevista ao canal de televisão alemão Deutsche Welle, que os homens não podem estar à espera que Deus resolva os problemas criados pelos próprios seres humanos.
“As pessoas querem viver as suas vidas em paz. Os terroristas têm visão curta, e esta é uma das razões pela qual tem havido vários atentados suicidas. Não podemos resolver estes problemas apenas através de orações. Eu sou budista e acredito na oração. Mas os seres humanos criaram este problema, e agora estamos a pedir a Deus que o resolva. Não tem lógica. Deus dir-nos-ia 'resolve-o tu porque foste que o criaste'", pode ler-se.

O líder espiritual tibetano, galardoado com o Prémio Nobel da Paz em 1989, afirmou que é necessário insistir na promoção de valores humanos, como união e harmonia. “Se começarmos a fazer isto agora, há esperança que este século seja melhor que o anterior”, adiantou o Dalai Lama, que destacou ainda o facto de o século XX ter sido extremamente violento, com cerca de 200 milhões de pessoas que morreram na sequência de guerras e outros conflitos.

“Trabalhemos pela paz no seio das nossas famílias e sociedades, e não esperemos a ajuda de Deus, Buda ou dos governos".

Ainda assim, o líder espiritual defende que são poucas as pessoas que recorrem à violência. "Nós somos seres humanos e não há razão para matarmos outras pessoas. Se olharmos para os outros como irmãos e irmãs e respeitarmos os seus direitos, então não há espaço para a violência. Além disso, os problemas que enfrentamos hoje em dia são os resultados das diferenças superficiais relativamente a religiões e nacionalidades. Nós somos um povo”.

Fonte:
http://www.sol.pt/noticia/480919/a-mensagem-inesperada-do-dalai-lama-sobre-os-atentados-em-paris


Entrevista de Dalai Lama à Deutsche Welle (DW)

'Nossos problemas vão aumentar se não posicionarmos princípios morais à frente do dinheiro", disse o líder espiritual

Após os ataques terroristas em Paris, o líder espiritual tibetano disse à DW que não se pode esperar que Deus resolva os problemas criados pelos homens, e pede mais atenção a valores humanistas do que ao dinheiro.

 

DW: Como você avalia os ataques terroristas em Paris?

Dalai Lama: O século 20 foi violento, mais de 200 milhões de pessoas morreram devido a guerras e outros conflitos. Vemos agora o sangue derramado no século passado transbordar para este. Se dermos mais ênfase à não violência e à harmonia, poderemos proclamar um recomeço. A menos que façamos sérios esforços para alcançar a paz, continuaremos a ver uma reprodução do caos que a humanidade vivenciou no século 20.

As pessoas querem levar uma vida pacífica. Mas os terroristas têm vista curta, e esta é uma das causas dos desenfreados atentados suicidas. Não podemos resolver esse problema apenas através de orações. Eu sou budista e acredito na oração. Mas foram os seres humanos que criaram esse problema, e agora estamos pedindo a Deus para resolvê-lo. É ilógico. Deus diria: resolvam-no sozinhos porque vocês mesmos o criaram.
Precisamos de uma abordagem sistemática para fomentar valores humanistas, que promovam unidade e harmonia. Se começarmos agora, há esperança de que este século possa ser diferente do anterior. É do interesse de todos. Por isso, vamos trabalhar pela paz em nossas famílias e na sociedade, em vez de esperar pela ajuda de Deus, de Buda ou de governos.

Sua mensagem principal sempre foi de paz, compaixão e tolerância religiosa, mas o mundo parece estar indo na direção oposta. A sua mensagem não ressoou nas pessoas?

Eu discordo. Acho que apenas uma pequena porcentagem das pessoas adotaram o discurso da violência. Nós somos seres humanos, e não há base ou justificativa para matar outras pessoas. Se você considera os demais como irmãos e irmãs, e respeita seus direitos, não resta espaço para a violência.

Além disso, os problemas que estamos enfrentando hoje são resultado de diferenças superficiais entre crenças religiosas e nacionalidades. Somos um só povo.
Vemos líderes políticos obcecados com o crescimento econômico, mas que não se importam com a moralidade. Você se preocupa com essa tendência?

Nossos problemas vão aumentar se não posicionarmos princípios morais à frente do dinheiro. A moralidade é importante para todos, inclusive para religiosos e políticos.
Você diz que a abordagem do "caminho do meio" ("middle way") é a melhor maneira de resolver a questão tibetana. Você acha que sua estratégia acabará sendo bem sucedida?

Eu acredito que seja o melhor caminho. Muitos dos meus amigos, incluindo líderes indianos, americanos e europeus, acreditam que seja o caminho mais realista. No Tibete, ativistas políticos, intelectuais e estudantes chineses apóiam a nossa política do "caminho do meio".

Quando encontro estudantes chineses, digo-lhes que não estamos buscando a independência da China. Eles entendem a nossa abordagem e sentem-se próximos da nossa causa. Não é apenas no caso do Tibete; vivemos no século 21, e todos os conflitos devem ser resolvidos pelo diálogo, e não pela força.

Quem vai sucedê-lo como Dalai Lama?

Eu não estou preocupado com isso. Em 2011, anunciei oficialmente que seria uma escolha dos tibetanos manter ou não a instituição do Dalai Lama. Se as pessoas acharem que essa instituição deixou de ser relevante, ela deve ser abolida. Eu não estou mais envolvido em questões políticas, estou apenas preocupado com o bem-estar do Tibete.

A Índia está passando por um aumento da intolerância religiosa. O que pensa sobre isso?

Não é a imagem real da Índia. Apenas alguns indivíduos estão causando esse problema. As eleições no estado de Bihar provam que a maioria dos hindus acredita na harmonia e na coexistência.

Deutsche Welle

 Para ler a entrevista na integra, consulte o site : 

http://noticias.terra.com.br/dalai-lama-sobre-paris-nao-esperem-ajuda-de-deus-ou-de-governos,8cce20421e13a176c01b619c0d2d783byvp

 

 

Quando os cegos nos ensinam a enxergar

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Você sabia que o sabiá sabia assoviar? Muita gente não sabe...

As pessoas, no geral, não percebem a beleza que a natureza exibe. Não prestam atenção à todas a tonalidades de verdes que existem nos campos, nas múltiplas cores e pergfumes que as flores nos mostram em suas diversas e graciosas formas . Não costumam sentir o aroma delicioso da terra molhada pela chuva e nem os espetáculo majestoso do nascer e do pôr do sol. São capazes de passar pro um beija flor e nem perceberem, por que estão pensando em seus problemas, magoas e recentimentos, ou como juntar dinheiro, deixando de desfrutar da grandiosa beleza ao alcance de seus olhos.

Vocês já viram quantas tonalidades de cores e brilhos há nos pássaros, nas asas das borboletas e nas frutas? A delicadeza do morango amadurecendo embaixo de suas flolhinhas e tantos outros shows de perfeição e utilidade que a vida nos dá? As pessoas que vivem no campo ainda desfrutam de um céu maravilhoso e ar puro. Quando olham as estrelas e o luar, se sintonizam com o Cosmo. Porém, mesmo vivendo nas cidades, pode-se expandir a percepção e sentir a agonia dos peixes num rio poluído e a compressão da grama verde sobe os pés dos transeuntes inssenciveis.

Aqueles que tem contato com as coisas da terra e com os animais, com a magia de se ter a resposta que o solo nos da quando nele depositamos uma semente e assistem a festa disciplinada das abelhas frabicando o mel, estão verdadeiramente integrados à mãe-natureza.

Tânia Marta CalvosoDecoradora e Manequin antes de ficar cega, acidentalmente, aos anos. Atualmente, dedica-se à causa de valorização dos deficientes visuais.

Amor incondicional e aceitação

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Para sentir amor incondicional precisamos livrar-nos do nosso severo juiz interior. Em vez de um juiz severo, precisamos ouvir a nossa poderosa voz interior dizendo a nós e aos outros: Amo e aceito você completamente tal como você é. Quando aprendemos a não julgar os outros e a aceitá-los totalmente, a não querer mudá-los aprendemos simultaneamente a aceitar a nós próprios.

Da obra “Amar é libertar-se do medo”. Gerald G. Jampolsky