- Carência – As sutis armadilhas !

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Carência afetiva, sexual, econômica, de aprovação, de prestigio, de fama de vingança...carência e mais carência povoam de infelicidade e depressão a vida de tanta gente...

“Sou carente”, “Tal pessoa é ou está carente” são expressões que soam como exigência para que outros, supostamente bem dotados, doem mais e mais ao ser deficitário, num processo, interminável, pois o carente jamais se sentirá satisfeito.

A pessoa carente está sempre egocentrizada, enxergando apenas suas próprias necessidades, sem perceber ou se interessar pelas necessidades dos outros, às vezes, bem maiores e reais. O carente só quer receber, numa atitude passiva, sem fazer nenhum esforço próprio no sentido de conquistar, de merecer o seu lugar ao sol.

As pessoas generosas, sempre prontas a servir, a ver o mundo com bons olhos, a investir na busca de valores autênticos, vacinam-se contra as carências, fazem automaticamente seu crédito na poupança da vida – “é dando que se recebe” – ou então – “cada um colhe o que planta”. Quem dá atenção às necessidades alheias reais, lança uma ponte que a liga aos outros. Uma ponte de mão dupla: para doar e receber.

As pessoas carentes atuam como vampiros que vivem parasitas sugando as bioenergias de outras pessoas. Tornam-se pessoas desagradáveis e passam a ser evitadas pelo mal-estar que causam nos outros, devido a sugação de energias. Tais indivíduos poderão chegar a um estado lastimável de isolamento, que intensificará ainda mais suas carências.

Cuidado com as pessoas carentes. Elas não mendigam somente atenção, afeto, amor, dinheiro, etc. Elas também drenam suas energias. Você poderá se sentir fraco, debilitado, desanimado, deprimido sem encontrar nenhuma causa aparente. Procure detectar as pessoas carentes à sua volta, na família, no trabalho, na sociedade e não entre na delas. A melhor maneira de auxiliar uma pessoa carente é ajudá-la a desenvolver suas potencialidades, seus próprios recursos, a ser gente. Conscientizá-la do valor do trabalho altruísta e do retorno gratificante que ele proporciona. As pessoas generosas e prestativas são benquistas, têm muitos amigos e sempre recebem em dobro (ou em outra proporção) os bens que distribuem.


Sílvia Costa