Resilientes. No amor, na dor

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É bem verdade. Vivemos tempos por demais bicudos, sisudos. Há dias cinzentos. Dias em que bate sol, noutros bate chuva. Outros, ainda, em que as estrelas parecem apenas espionar, em um olho só, por baixo da imensidão do cosmo, como se atemorizadas com a insanidade humana. Noutros, explodem os ventos outonais, formando tapetes de folhas amareladas pelo chão. Há tempestade e tormenta pelos caminhos, mas há também a calmaria, a bonança, a esperança. E as nuvens que correm céleres pelo céu, são como o pó dos pés do Senhor.

É verdade que, igualmente, vivemos esperando dias melhores. Como diz a música de uma banda de rock nacional, “Dias em que seremos melhores para sempre. Melhores no amor, melhores na dor. Melhores em tudo”. Mas, para que esses dias melhores possam chegar, é necessário que façamos uma revolução, que traga em seu bojo, uma renovação – de comportamento, atitudes, sentimentos embolorados, apodrecidos. Que venha nos despir de preconceitos, velhas opiniões formadas sobre tudo. Que possamos enxergar o outro muito além das aparências... daquela velha calça desbotada, ou coisa assim.

Que não sejamos medidos pelo salto Scapin, ou pelo tênis, que não é de grife, já batido de nos levar por caminhos, que nas muitas vezes, nos levam a lugar nenhum. Para que esses dias melhores cheguem, é necessário que desçamos do salto e calcemos as sandálias da humildade. De olhar para o outro como queremos ser olhados, compartilhar ideias, somar esforços, cuidar do outro, como queremos ser cuidados – isso se constitui em capital social.

Que façamos excelentes parcerias, que sejamos fiéis aos nossos princípios. Mas que nem por isso façamos da vida uma constante Waterloo. Para que esses dias melhores cheguem, precisamos repensar valores do ser, e não apenas do ter. Que o mover-se do mundo não seja apenas o da moeda, mas também das amizades, dos direitos iguais, das causas humanas. Para que dias melhores cheguem, precisamos ter a capacidade de reinventar-nos cotidianamente. De sermos resilientes em tudo, tanto no amor quanto na dor. É dessa resiliência fantástica que tenho constatado em familiares da tragédia da Kiss, com os quais tenho convivido, que escrevo hoje. Para que esses dias melhores tornem-se realidade, precisamos crer, sobretudo, que somente o bem é eterno, o mal é episódico. Sintam-se amados. Sintam-se abraçados.

EUNICE ROSA MARTINS  |PUBLICITÁRIA

Postado em 10/05/2013 

http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,41,4132825,21943

Como reverter o estado de incômodo interno, desassossego, ausência de Paz

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1- Reconhecer que não está vivendo em paz e participando, influenciando de alguma forma, a não paz alheia. Seja rigorosamente sincero com você mesmo.

2- Desejar realmente viver com um outro estado interno. O estado de paz interior. Declare a você mesmo, com decisão, esta sua vontade.

3- O que é a paz interior? É conseguir chegar a um ponto em que interiormente, na maior parte do tempo, não há nenhum:
Incômodo, mal estar, raiva, inveja, mágoa, desassossego, angústia, desvalorização pessoal, baixa autoestima, perturbação, ansiedade, conflito, comparações, desejo de vingança, depressão, pânico, sensação de perseguições, julgamentos e críticas a ou-tros, isto é  ter muita intolerância, inflexibilidade, preconceito, rejeição.

4- A partir do querer, do desejar viver internamente de um outro jeito, ter a certeza de que qualquer mínimo esforço que fizer para isso, terá todo apoio de uma força interna, incalculável, para lhe ajudar.

5- Ter fé, crença nisso. Não desistir nunca de investir nessa mudança, que será gradual. Mas que infalivelmente chegará.

6- Para isso, peça, evoque esta força interior, para que ela o ajude, o oriente nesse caminho para a mudança.

É simples assim: tire a força, a crença em todos aqueles incômodos ( tenham eles o nome que tiverem), apenas e gentilmente não permitindo que qualquer um deles entre, invada seu pensamento, sua mente, ou lá se instale, querendo permanecer, tomar conta, ter o domínio sobre você. Sobre sua paz interior. 

Você é o dono de sua mente !
Você é o dono de seu bem estar !
Você é o dono de sua PAZ.
Você é o único responsável por ela.

7 - Para aumentar sua força interior, sua fé nesse caminho, que resultará no sucesso da conquista dessa PAZ INTERIOR, ESTUDE – ESTUDE – ESTUDE. Entenda racional e cientificamente este proces-so, que o leva à PAZ INTERIOR.

 Suely Costa - Psicanalista, Mediadora de Conflitos e Divulgadora de Cultura de Paz.

Mensagem de Gandhi

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" Nós devemos ser a Mudança que

          desejamos ver no mundo " 

                  - Gandhi

Paz no trânsito é paz dentro de nós

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Hoje não tem mais hora; nem dia; é sempre o mesmo caos; a mesma loucura
POR ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 16/04/2008

Vicente Godinho

O trânsito virou um vilão, ameaçando nossos compromissos, nossa paciência e bom humor.
São buzinas, fechadas, motos que aparecem do nada, folgados que acreditam que são donos da rua, enfim, nada além da confusão e da agitação que sentimos todo dia.

Nesse cenário a palavra stress é a mais apropriada e esperada. Junto dela não poderia faltar a irritação, o saco cheio, o nervosismo e por aí vai, a lista é grande. Isso lhe parece uma sentença condenatória? Definitivamente não.
É possível escolher e determinar a postura e a atitude que você vai ter diantedesse quadro. O externo não precisa mudar, nem mesmo determinar teu estado de espírito.

Então, a atitude mais sábia nesse caso é a aceitação dessa realidade e a observação da sua postura interior. Eu não posso determinar nem alterar tal realidade, mas posso escolher a minha postura e meu olhar diante dela.
E isso muda muita coisa, sendo determinante para meu estado de espírito.
Por mais que se grite, reclame, xinge, você consegue mudar esse trânsito? Não, você só vai se estressar e prejudicar a sua saúde.

Sendo assim, vai compensar ficar irritado, impaciente, nervoso, diante de algo que não posso mudar? Parece que não.
Isso é possível a partir da idéia de que somos os únicos responsáveis pelo nosso bem estar e que o externo não precisa ser um fator determinante na nossa vida. Você pode escolher a melhor atitude e postura diante das coisas.

Assim, quando estiver preso novamente no trânsito, sugiro algumas coisas interessantes, como ouvir uma boa música, aproveitar para relembrar as tuas férias, pensar no que quer fazer no próximo final de semana, refletir sobre uma questão importante, enfim, qualquer coisa que lhe proporcione bem estar e harmonia. Se você pode escolher a rádio que ouve, você também pode escolher como reagir a essa situação.

Vicente Godinho é Terapeuta corporal e Naturopata. Trabalha com desenvolvimento e aprimoramento pessoal, numa abordagem a partir da filosofia oriental e da metafísica.

Link original da matéria: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/2357-paz-no-transito-e-paz-dentro-de-nos