Quem me roubou de mim?

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Um resumo da obra do Pe. Fábio de Melo - Quem me roubou de mim – Editora Planeta, com alguns tópicos comentados . As poesias que permeiam a obra, estão destacadas aqui em cor . Trabalho de Suely Costa, educadora e psicanalista.

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Para refletir

Ao ler esta matéria, procure analisar através
das considerações do texto e das poesias,
se em sua vida, há um sequestrador, roubando
você de você mesmo. Se acha que sim, quem
é este seqüestrador de você mesmo? Que
técnicas ele utiliza para dominar? Como você
se sente e o que tem feito para sair do cativeiro
e resgatar a você mesmo?


Eu procuro por mim

Eu procuro por mim
Tal qual o artesão procura sua arte
escondida nos excessos
da matéria bruta de seu mármore.

Tipos de sequestro

O que aqui se descreve, refere-se não só ao sequestro físico, do corpo, mas de todo tipo de privação da identidade, do horizonte de sentido de uma pessoa, enfim, da privação dela mesma por uma outra, (não importando a idade dessa pessoa), ou por uma situação, ou circunstância.

O que é identidade

1– Quando nos identificamos, afirmamos o que somos e o que não somos, através e limites e possibilidades.

2- A carteira que nos identifica (RG), documenta para os outros quem somos.

3- Se digo “ Eu sou isso.”, claro que digo também que não sou aquilo ao contrário. É nossa verdade pessoal, que vai além do que os outros imaginam do nós e que às vezes nos custa caro.

Horizonte de sentido

Todo ser humano, ainda que esteja integrado ao grande mundo, sempre possui um contexto particular feito de significantes e significados O horizonte de sentido é o território onde não nos sentimos estrangeiros. É o estreito do universo, onde descobrimos o sentido mais profundo do que somos. Sentido é tudo aquilo que favorece coerência, liga, orienta e estrutura. É através desse horizonte de sentido que pensamos, agimos, amamos, desejamos, vivemos. São nossas realidades que nosmotivam a desbravar outros horizontes.

Ao ser afastado ( fisicamente ou através de intimidação, pressão, imposição, excesso de “ amor”, ciúmes, autoritarismo) de seu mundo particular e de tudo o que ele representa, o sequestrado sente-se privado de ser ele mesmo.

Como se processa o sequestro do físico e a relação da vítima com o seqüestrador:

Ausência de si mesmo - é o pior vazio que podemos experimentar. Um estado paralisante, em que a pessoa não se encoraja, pois é como se o motor da existência estivesse ausente do corpo..É o primeiro rompimento que o sequestrado experimenta. Trata-se de uma solidão muito mais profunda, pois ele passa a viver fora de seu mundo, de seus significados. Assim ele se sente privado de ser ele mesmo. Agora,tem que viver em um mundo que não lhe pertence e acaba por esquecer-se de si mesmo. Anulação total.

Na parábola do filho pródigo, quando o filho volta ao seu lugar de filho, devolveu também ao pai o lugar de pai, reassumindo assim os dois, seu direito à verdadeira identidade, que lhes era própria.

Nesse caso, foram os erros desse filho, o autor do sequestro dele mesmo, como também de seu pai, impedindo-os de continuarem vivendo sua identidade por um tempo, devolvida com aquele abraço do retorno. Jesus narra nesta parábola, como foi sofrido para ambos, viverem uma realidade totalmente diversa da que lhes era natural, até então. Foram roubados deles mesmos.

O cativeiro, isto é, as condições de cativo, provocam o esquecimento de ser. A pessoa sai de suas referências, seus significantes e significados, para viver a do seqüestrador.

A condição de vítima – As condições de qualquer cativeiro, físico principalmente, causa dependência excessiva em relação com o sequestrador. A pessoa não tem como prover-se, em vários aspectos. Depende exclusivamente do sequestrador.Está rendida, portanto fragilizada, vulnerável. É esse o objetivo dele. Psicologicamente, dá-se o mesmo. O sequestrador, por mergulhar a pessoa num contexto de sofrimento, aniquilação psicológica, ameaças, privações, falta de liberdade, inclusive a de opinião, ao violentar- lhe os direitos de ser ela mesma, provoca a vitimização da pessoa.

Desencadeia-se um paradoxo, um fato perturbador, que é o da vítima, passar, a partir do medo, uma confiança em seu algoz.

Quando o sequestro é do corpo, há o preço do resgate. Quanto estou valendo? Será que os meus entes próximos, querem pagar esse preço? Será que eles acham que eu tenho este valor?

Relações que sequestram são aquelas em que um eu tenta sufocar o outro eu ( tu), reduzindo-o a mero instrumento de sua afirmação. O outro é visto como uma extensão das necessidades de quem o enxerga. São relações objetais, onde o outro é visto como um isso, uma coisa, um objeto e não como um tu.

Filme Grandes Olhos exemplificando o livro "Quem me roubou de mim"?

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Sincronicidade:

Esta semana passei um presente para vocês:
O resumo do livro " Quem me roubou de mim?"
do Pe. Fábio de Mello, que estou enviando novamente por arquivo.

Agora, o filme ( Globo de Ouro para a atriz Amy Adams)
"Grandes Olhos" que conta a vida real da pintora Margaret Keane,
na década de 50/60 que se deixou roubar de muitas formas.

É um ótimo exemplo real, do que o padre Fábio explica em sua obra.
Vale a pena constatar, como pode ser sutil, justificável, ardiloso, camuflado
o sequestro de você, .de você mesma (o).

Veja a história:

www.tjnoticias.wordpress.com/2014/10/26/os-filhos-de-grandes-olhos-a-extraordinaria-historia-de-uma-fraude-de-arte-epica-ingles/

Veja o trailer
www.youtube.com/watch?v=mb_hX-Ukadk

O resumo do livro na arquivo:
Só oito páginas
" Quem me roubou de mim? "

Padre Fábio de Mello
Editora Planeta.

 

Vídeo: Comunicação e Cultura de Paz

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Projeto Experimental de TCC para a ONG Matraca
vídeo produzidos por estudantes do curso de comunicação social da UFMA.

www.youtube.com/watch?v=1n6VdP74kqk

 

Música "A Paz" de Fábio Araujo e Otavio Russo

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A Paz – Convoy

Composição: Fábio Araújo, Otavio Russo
Arranjo instrumental: Igor Reis (Bateria), Celso Nogueira (Contra Baixo).
Gravação: Sonora Estúdio (Cabo Verde-MG)

A violência assombra o homem, assombra o tempo
Coragem é de quem assume, o próprio medo, o desespero
A luta pra sobreviver a cada dia, o ano inteiro


E o tempo vai surgindo, a história construindo, e a vida vai seguindo


A Paz, eu peço aquela paz de uma criança, o brilho no olhar, a segurança
Eu quero toda aquela esperança de uma criança
A Paz, eu peço aquela paz de uma criança, o brilho no olhar, a segurança
Eu quero toda aquela esperança, me diz pra onde foi


A violência o tempo todo, o dia inteiro nos bares, nas ruas, em cada esquina passo e vejo,
olhares fortes, com desespero, será que também me olham assim?


A Paz, eu peço aquela paz de uma criança, o brilho no olhar, a segurança.
Eu quero toda aquela confiança de uma criança
A Paz, eu peço aquela paz de uma criança, o brilho no olhar, a segurança.
Eu quero toda aquela esperança, pra onde ela foi?


E um dia alguém tirou isso de mim
E um dia alguém matou em todos nós
E um dia você sabe, enfim...
Só espero que ajudem os que vem de nós (ajudem os que vem de nós)


A Paz, eu peço aquela paz de uma criança, o brilho no olhar, a segurança.
Eu quero toda aquela confiança de uma criança
A Paz, eu peço aquela paz de uma criança, o brilho no olhar, a segurança.
Eu quero toda aquela esperança, que alguém tirou de mim!

 

Para ouvir A Paz e conhecer mais o trabalho da banda, acesse www.convoyoficial.com.br e o face www.fb.com/banda convoy.