Educadores para a paz

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Campanha Global de Educação para a Paz:
Objetivos :
- criar reconhecimento público e suporte político para a introdução da Eduação para a paz em todas as esferas da educação;
- promover a formação de educadores para que possam implementar a educação para a paz..

Não haverá paz no mundo sem educação para a paz.

O que caracterizaria os educadores pela paz?  Talvez  através das três grandes áreas de atuação em vista da paz e da cultura de paz: a pesquisa, a ação e a educação para a paz

A pesquisa trabalha com a produção do conhecimento científico em vista da implementação de uma cultura de paz: neste sentido, o pesquisador para a paz busca a paz através da ciência.

A ação pela paz situa-se mais num nível político: o ativista para a paz incide sobre os canais e práticas de uma sociedade, criticando determinados posicionamentos, propondo outros.

A educação trabalha mais com as referências que constituem uma sociedade: os valores que contam, os centros de interesse, os critérios de julgamento, enfim, aquele conjunto de referenciais que orientam as pessoas e grupos em suas opções e práticas. O educador para a paz é aquele que ajuda as pessoas e suas organizações no nível de informações e valores.

O educador  para a paz quer:
-  ajudar as pessoas a refletirem sobre a paz;
-  a se posicionarem sobre esta temática,;
-  a despertarem para esta problemática.

Intenções e propósitos da educação para a paz.
Entre as intenções e propósitos da educação para a paz pode-se elencar os seguintes itens:

a) Criar referenciais não violentos. Ajudar as pessoas a se moverem no paradigma da cultura de paz.

b) Fortalecer conexões comunitárias.

c) Formar consenso de paz. A educação para a paz como um espaço de diálogo e negociação para que a humanidade opere um consenso em torno da paz .

d) Capacitar pessoas para mudanças pela paz. As pessoaas desejam a paz, mas  na maioria das vezes, não sabem como contribuir para ela. Daí a necessidade  de descobrirem seu poder para a paz e os caminhos de sua contribuição, o que cada um pode fazer concretamente  em seu ambiente.

e) Promover justiça e o fim das desigualdades sociais.

f) Oportunizar vivências plurais, para além dos preconceitos e estereótipos. A cultura de violência se fundamenta nos preconceitos e estereótipos que produz. O reconhecimento e a crítica de ambos constituem um passo importante para a solidariedade e cidadania mundial.
       
g) Instrumentalizar para a resolução não-violenta de conflitos.

h) Ajudar a lidar com a agressividade. Distinguir  agressividade de violência. A agressividade é necessária para superar os obstáculos do cotidiano, mas é preciso trabalhar esta energia de forma construtiva, diminuindo o potencial de agressão.

i) Desenvolver uma crítica à cultura de violência, fornecendo instrumental para
perceber como a violência e o militarismo atuam em diversos canais, como, por
 exemplo, nos meios de comunicação, brinquedos e jogos de guerra.

Três aspectos parecem constituir a identidade do educador para a paz:

1- Unidade metodológica : coerência entre o discurso e a prática.
2- Um educador para a  paz é aquele que anima, organiza, incentiva círculo de cultura de paz, agindo comunitariamente. Nenhuma pessoa, atividade, ou nível de sociedade é capaz de planejar e transmitir a paz por si só.
3- Um educador pela paz se insere no grande movimento pela paz, participando ativamente de uma ou mais de suas áreas: cultura de paz, direitos humanos, resolução de conflitos, desarmamento e segurança humana. Sabe que é preciso também intervir no nível das políticas públicas, afim de que possamos ter arranjos sociais que favoreçam as pessoas e as comunidades na linha de uma cultura de paz.

       
Fonte:  Síntese do texto “Educadores para a paz: identidade e caminhos”, de Marcelo Rezende Guimarães, publicado na obra Aprender a Educar para a Paz, Editora rede da Paz, Goiás, GO.