Algumas temáticas apresentadas durante o Congresso Educação, Espiritualidade e Transformação Social

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Compiladas e enviadas por Claudio Estevam Próspero

Associação Brasileira de Pedagogia Espírita - Centro de Educação Interdisciplinar Pampédia - Espaço Pampédia - Editora Comenius

Mais informações: http://cienciatotalidade.blogspot.com.br/2014/05/associacao-brasileira-de-pedagogia.html

MESA: Experiências de educação transformadora:
Comunidade Educativa Experimental Inka-Samana
María Gabriela Albuja e José María Vacacela
Projeto Âncora e Escola da Ponte
José Pacheco
Mais informações: http://cienciatotalidade.blogspot.com.br/2014/05/mesa-experiencias-de-educacao.html


MESA: Experiências de educação transformadora (continuação):
Territórios Educativos e Transformação Social
Helena Singer
A experiência pedagógica dos Ginásios Vocacionais
Esméria Rovai
Mais informações: http://cienciatotalidade.blogspot.com.br/2014/04/mesa-experiencias-de-educacao.html


Manifesto pela Educação (Românticos Conspiradores)
Abaixo os endereços, no Slideshare, das duas apresentações do Manifesto pela Educação, utilizadas no Congresso Educação, Espiritualidade e Transformação Social (II Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade - IV Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita):
Mais informações: http://cienciatotalidade.blogspot.com.br/2014/04/manifesto-pela-educacao-romanticos.html

 

Durante o Congresso foram apresentados ainda:

Filme e debate com produtores: Educaçao Proibida www.youtube.com/watch?v=n9KeDTMEYSE

Filme (trecho) e debate com produtores: Quando Sinto que Ja Sei www.youtube.com/watch?v=lpnQddudcGA

Debate com autores sobre livro: Volta ao mundo em 13 escolas educ-acao.com/wp-content/uploads/2013/10/LIVRO_Educacao1.pdf

 

A experiência da Casa do Zezinho

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Uma escola onde o prazer de aprender supera barreiras

Tema do 1... Fórum de Cultura de Paz com Dagmar Garroux, realizado em 6/5/2014

Em 1993, Dagmar Garroux iniciou uma revolução. Ela vivia no Capão Redondo com a família e começou ali mesmo, atendendo algumas crianças da Favela do Fedô, zona Sul de São Paulo. Vinda de uma família de educadores e formada em Pedagogia, não se conformava com a situação de exclusão daqueles pequenos Zezinhos. Arregaçou as mangas e não parou mais. Não foi fácil.

Por que persistiu nesta luta? Porque defende que toda criança tem o direito de sonhar, de escolher seu destino, pertença ela a que classe for. Hoje em dia muitas famílias vêem o filho como mão de obra, seja pobre ou rico. Se for pobre fará cursos de profissionalização, se for rico fará inglês, francês, alemão, computação, tênis, futebol – os pais já projetam o futuro do filho. Poucos se lembram de perguntar à criança o futuro que ela quer, e assim nega-se a ela autonomia de escolha.

E a arte, a cultura, a brincadeira? A criança já não brinca mais, ela pula esta etapa. Por que não pode esperar para ser adulta quando adulta ela for? A criança deve crescer feliz, sem pular etapas, porque quem cresce feliz saberá escolher seu futuro. E isto já é meio caminho andado para que ela seja bem sucedida na vida, seja lá o que for que ela escolha para si mesma.

Hoje já são 1500 na Casa do Zezinho, onde se oferece uma educação de qualidade:
A Pedagogia do Arco Iris, que tem como ponto central o desenvolvimento da autonomia de pensamento e de ação a partir dos 4 pilares da educação: Ser (Espiritualidade), Conhecer (Ciências), Saber (Filosofia) e Fazer (Arte). A roda de formação diária é uma importante ferramenta. Aqui se fomenta o reconhecimento, o respeito, o entendimento e a inclusão. Os educadores da Casa do Zezinho estão abertos e preparados para receber diariamente as crianças e jovens que, devido à situação de carência de condições dignas de vida, chegam sem nenhuma condição de concentração para aprender. A primeira ação do educador é nutri-los – acolher, ouvir e conversar, respeitando a percepção de mundo de cada Zezinho. A integração de todas as formas possíveis de expressão os ajuda a encontrar segurança e buscar uma identidade. O educador do Espaço de Aprendizagem tem acesso às informações gerais do grupo, que acompanha em todas as atividades, fazendo a ponte com a escola e trabalhando em parceria direta com as famílias.

 

Dagmar Garroux, pedagoga (USP), é criadora da Pedagogia do Arco Iris, uma pedagogia centrada em idéias de interesse social de pleno desenvolvimento humano para crianças e jovens da baixa renda, objetivando superar os obstáculos impostos pela miséria e pela brutalidade. Em 1994, à frente de um grupo de educadores identificados com as suas idéias, fundou a Casa do Zezinho em uma região de extrema violência na periferia da zona Sul de São Paulo, onde residem mais de um milhão de pessoas em condições precárias. Seguidora de Paulo Freire, ela coleciona prêmios e histórias.

O Fórum de Cultura de Paz é uma realização do Comitê da Cultura de Paz -www.palasathena.org.brcomitepaz.org.br

Fonte: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Brincar

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"Todo brinquedo bom é um desafio. E isso nada tem a ver com esses brinquedos eletrônicos comprados, em que não se usa a inteligência, mas apenas o dedo para apertar um botão. Brinquedo bom tem de ser desafio. Brinquedo bom tem de fazer pensar".

                                                                 Rubem Alves

A criança pequena é impulsionada totalmente pela vontade. Ela nunca pára, está o tempo todo brincando, agindo, transformando. O ato de brincar fortalece a vontade, e são as brincadeiras saudáveis que nos capacitam, quando adultos, para uma atuação positiva no mundo.

De caráter universal, muitas brincadeiras são provenientes de antigas celebrações de rituais e eram, até o século XVIII, de um modo geral, praticadas entre adultos e crianças, coletivamente. Com o início do processo de industrialização e com o desenvolvimento tecnológico, muitas brincadeiras passaram por um processo de transformação e adaptação, adquirindo caráter infantil e adulto distintos.

Apesar desse processo, as brincadeiras continuam sendo transmitidas oralmente entre as gerações, e constituem um patrimônio de valor inestimável na cultura popular de cada povo. As brincadeiras de rua, por exemplo, enquanto fenômeno sócio-cultural, são muito importantes no desenvolvimento da criança, pois possuem suas regras próprias que ensinam a criança a se relacionar com o outro, impõem limites, desenvolvem competências cognitivas, motoras e afetivas que permanecem presentes no decorrer da vida.

A experiência e a pesquisa indicam que o brincar criativo é que dá às crianças uma base sadia para o aprendizado posterior. É brincando que a criança descobre o mundo e vivencia suas leis. O brincar é, por assim dizer, a sua linguagem. Através do brincar, as crianças expressam seu ser integral pondo corpo, mente, sentimentos e espírito em evidência.

É necessário rever a educação na primeira infância, para se chegar a uma constituição sadia e a uma vida futura de pensamentos e atividades criativas, estimulando e valorizando as brincadeiras como linguagem expressiva das crianças.

Brincar - a atividade mais séria da criança

Com o objetivo de resgatar a importância do brincar para o desenvolvimento integral da criança, a Aliança pela Infância tem desenvolvido e apoiado projetos que contemplem o brincar, em espaços públicos, favelas e bairros de periferia.

Campanha do Dia das Crianças

A Aliança busca estimular a celebração do dia das crianças através da vivência de brincadeiras. Esta ação tem como intuito servir de contraponto ao consumismo exacerbado que permeia esta data comemorativa nacional e cultivar a consciência sobre a importância do brincar na infância. Além disso, é um momento de celebrar a criança e toda a riqueza que ela traz ao nosso mundo.

Fonte : http://www.aliancapelainfancia.org.br/areas_atuacao_detalhe.php?id_area=5

Conheça mais sobre a atuação da “ Aliança pela Infância” acessando:

http://www.aliancapelainfancia.org.br/

 

adultos : Liberte a criança que existe em voce

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“não deixamos de brincar porque ficamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar”                                                                                                                        (ANÔNIMO)

Quando éramos crianças nossa vida era pura brincadeira. Nossa vontade de brincar era infinita. Nenhum adulto nos acompanhava. Foi a nossa melhor fase. Pela brincadeira desenvolvemos nosso corpo e aprendemos a explorar o ambiente ao nosso redor, a vivenciar os acontecimentos e a nos expressar. Enquanto brincávamos estávamos rindo, exercitando nossa criatividade e nos divertindo. Fizemos amigos, desenvolvemos o espírito de cooperação, diversas habilidades, talento e auto – estima. Por que então tantos adultos acham q devem deixar de brincar ? Brincar é a maneira perfeita de nos prepararmos para a vida. Para as crianças brincar é tanto um ato superficial quanto sério. A 1º infância é uma grande aventura de descobrimentos. A criança que é privada de brincar nesta fase corre o risco de ter sua vida estagnada. Isso se manifesta em nível físico, emocional, mental e espiritual. E o mesmo ocorre com os adultos.

Brincar também pode servir de terapia, atuar como medicamentos e proporcionar a cura de maneira natural, com bom humor, alegria e totalidade. A ausência de diversão e risos é um sintoma comum de estresse e de diversas doenças. Não ter tempo para brincar pode causar doenças e desequilíbrios, pois a brincadeira induz ao relaxamento e à recuperação. Brincando nos recarregamos, revitalizamos, reenergizamos e “recriamos”.

Brincar por brincar, sem a intenção de vencer ou combater alguém, receber premiações, é o melhor tipo de diversão que se pode ter. Quando todos os envolvidos no jogo vão além dos simples resultado, a brincadeira pode se tornar uma experiência de grande desenvolvimento que agrega valor ao eu.

Brincar é uma maneira de nos libertar.

(Obra – Rir ainda é o melhor remédio – Robert Holden. Editora Butterfly)

http://books.google.com.br/books?id=4fabBaSWfFgC&pg=PA34&dq=jogos+cooperativos&hl=pt-BR&sa=X&ei=j49nU_DyOoq3sASZwYHw

 

O que fazer com a dependência eletrônica ?

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As crianças de hoje não querem saber de brincadeiras que tanto divertiam em outras gerações. A onda consumista cria incessantemente novos modelos de bonecas e brinquedos eletrônicos que impulsionados pela publicidade deixa os pais malucos. Até mesmo reféns dos filhos. Crianças e adolescentes estão cada vez mais exigentes e insatisfeitos. Querem o videogame mais moderno, o celular mais moderno e também o tablet, seja o infantil ou dos adultos.

O uso da tecnologia e o contato das crianças e jovens com o mundo virtual é uma realidade. A maneira como os pais e educadores vão mediar o contato com essa nova realidade é fundamental para o desenvolvimento saudável das novas gerações. Necessário se faz que os resultados das pesquisas sobre o tema sejam amplamente divulgados. Que os educadores sejam preparados para orientarem os educandos e seus responsáveis. O próprio mundo virtual possibilita o acesso a esse conhecimento.
Dessa forma, muitas matérias sobre o tema estão disponíveis via internet .

Acesse :

Orientações da psicóloga Carla Poppa , postadas no site “ Just Real Moms”

http://www.justrealmoms.com.br/os-beneficios-e-os-riscos-dos-aparelhos-eletronicos-no-desenvolvimento-das-criancas-por-carla-poppa/

Leia também:

“ Longe dos eletrônicos, pais revivem antigas brincadeiras com os filhos” :

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/10/longe-dos-eletronicos-pais-revivem-antigas-brincadeiras-com-os-filhos.html

“Brincadeiras eletrônicas: video game” :

http://ludiconaeducacao.blogspot.com.br/2008/05/brincadeiras-eletrnicas-video-game.html

“ Seu filho está viciado em jogos on-line e videogame?

http://revistavivasaude.uol.com.br/familia/seu-filho-esta-viciado-em-jogos-online-e-videogame/175/


Prepare-se para enfrentar essa barra...

Dicas bem humoradas da mediadora de conflitos Suely Costa


Você tem filhos, netos, sobrinhos, crianças ou adolescentes? Tem alunos nessa fase? Convive com os filhos dos seus amigos ?

Prepare-se para as possibilidades que você pode enfrentar:

- Não dê esses equipamentos eletrônicos a eles e vai conhecer criaturinhas que diuturnamente o culparão por completo abandono, descaso, rejeição, humilhação e chegarão a criar tremendos dramas e até depressão infantil...

- Se eles já ganharam ou têm acesso aos eletrônicos dos adultos, tente tirar e vai conhecer o que é a fúria dos deuses personificada bem à sua frente. Já viu a fúria de um "tecnodependente"? ( Não se assuste. É isso mesmo. Um caso patológico... e ainda não descobriram nenhum remédio faixa vermelha ou preta que cure isso .)

- Se quer perder tempo e a paciência, tente convencê-los da troca saudável e divertida ( para você), por brincadeiras sem os eletrônicos.

Você tem boa estrutura interna, está bem preparado para enfrentar gozações? Ironias? Risadinhas...? Ser persistentemente taxado de ultrapassado, dinossauro ? Se não, prepare-se antes.

Este é o dilema atual dos pais. O que fazer, sem errar muito?

1-Sugiro inicialmente, fazer um bom curso em Práticas de Negociação,(Vá até o nível avançado) para impor limites e disciplinar esta epidemia virtual. Não perca em hipótese alguma a aula sobre "Acompanhamento pós - Acordo" para o êxito da operação.

2-Além disso, procure estar realmente presente no dia a dia desta criança/adolescente, sempre muito bem disposto e ativo, a oferecer-lhe opções de brincadeiras saudáveis com você ou com algum outro ser humano que esteja também disposto a isso e que obviamente também esteja sem seus brinquedinhos eletrônicos. (celulares, i Pad, i Pod etc...)

OBS.: Não negligencie o horário em que você imagina que a criança estará dormindo, pois a estatística mostra que é a hora em que esses aparelhos estão embaixo dos lençóis ( vide Fantástico de 27/04/14).

Sugiro que, para esses momentos, você tenha à mão, um baralho do Mico Preto ou um joguinho de varetas para a substituição noturna. Para os mais velhos talvez um Banco Imobiliário.

3- Treine sua paciência até que a onda passe. E se nada disso funcionar, tente a última técnica que a maravilhosa Sara Cobb ( referência em mediação) sugere quando nada dá certo:

" Senhor, tende piedade".

Anexem-se outras sugestões.