JORNAL, CIDADE E CIDADANIA

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 Maurício de Araújo Zomignani

A época em que vivemos poderá ser conhecida como o período da Revolução das Comunicações. Há trinta anos, cinco agências de notícias dominavam praticamente todo o noticiário internacional e os veículos de comunicação eram televisão, jornal e rádio. Uma pessoa para “ter assunto” precisava de contato cotidiano com estes veículos, uma pessoa para “ser assunto” precisava integrar uma estreita elite da economia, política, esportes, cultura, televisão. As próprias residências refletiam uma hierarquia que desapareceu: o principal cômodo da casa era a sala, cujos móveis convergiam diretamente para a tevê. Ali se reunia a família, todos os dias, para ver novela, então um programa feminino; futebol, sendo que a tevê tinha que se adequar ao horário do jogo; ou um filme que havia passado nos cinemas há muitos anos.

Foram muitas mudanças em pouco tempo. Hoje é comum que produções cinematográficas estreiem simultaneamente na telona e na telinha, toda a programação esportiva obedeça às regras da tevê, as novelas reúnam as mais diferentes faixas da população, os quartos das casas até possuam tevê, ainda que ela esteja longe de ser o principal veículo de comunicação. Para ter ou para ser assunto só é preciso que nos conectemos à internet para o que basta o celular. Ficam simplesmente excluídos das conversas os poucos sem conexão, enquanto as fontes de informação são centenas de milhões.

Rádio, jornal e tevê vivem profunda crise. Obsecados pela imagem, a qual estrangulou o espaço do texto, os veículos de imprensa perdem-se em inglória tentativa de reproduzir o padrão da internet: notícias superficiais, curtíssimas. Há, no entanto, um espaço ainda pouco explorado para reportagens e análises. Se parece tão atual o questionamento de Caetano de quarenta nos atrás – “quem lê tanta notícia?” – nada mais relevante que a crônica do cotidiano sobre a realidade próxima, a análise das notícias que abalam a todos.

Sempre, é claro, com qualidade. Com tantas fontes, não há mais espaço para o forte direcionamento ideológico que se tinha antes, mas a relação entre os fatos, o descortinar da superficialidade e dos interesses por trás das matérias, o acolhimento à diversidade de opiniões são desafios que precisam ser enfrentados decisivamente.

O olhar diferenciado para o cotidiano que caracteriza o fotógrafo, o filósofo e o artista é o maior instrumento para o jornalismo em nossos dias. A ligação institucional com a comunidade, com as bandeiras de melhoria da cidade, o equilíbrio entre revisar e acolher o ponto de vista do leitor, na redação de cada notícia, são os instrumentos que dão ao jornalismo regional a originalidade que nenhum outro veículo possui. Por isso, merecem congratulações especiais os leitores que se manifestam, os editores que garantem espaço ao seu ponto de vista e, muito especialmente, os jornalistas que buscam, todos os dias, a identificação e a contribuição com a formação de um cidadão crítico, participativo e consciente de sua importância para a coletividade.

 

O autor é assistente social. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Brígida Fries fala sobre mídia construtiva

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Brígida Fries é uma das coordenadoras, no Brasil, do Movimento Imagens e Vozes de Esperança – IVE. Promove diálogos, capacitações e parcerias. Atua no movimento desde sua criação no Brasil, em 1999.

Na entrevista concedida ao Movimento de Cultura de Paz – Guaxupaz ela esclarece alguns aspectos da Mídia Construtiva.

1- O que constitui o gênero de mídia emergente?
Muitos jornalistas ao redor do mundo têm se perguntado sobre o verdadeiro papel da mídia. Eles resistem em aceitar que a mídia é a simples transmissão de fatos ao público. Eles sabem que a mídia pode ser menos sensacionalista e mais equilibrada. Eles não acham que é só violência que vende. Eles acreditam que a mídia pode ter uma função muito mais transformadora: a de ser uma agente de benefício do mundo. Eles são a mídia emergente, que reúne várias denominações como: mídia positiva, mídia de soluções, mídia apreciativa, mídia construtiva, mídia consciente.

2- Quais as características da "mídia construtiva" e os principais desdobramentos ?
Uma coisa é mostrar uma cidade destruída por um terremoto. Outra coisa é mostrar uma criança estudando em meio aos destroços. A primeira imagem mostra o impacto da destruição, passando a sensação de que tudo acabou e ponto. A segunda mostra que a vida continua e que há possibilidade de futuro. Quando damos demasiada atenção para o que está ruindo, perdemos energia e a vontade de agir. Deixamos de ver os incontáveis atos de coragem e bondade que estão transformando problemas em soluções. Quando o profissional de mídia consegue ver além da notícia factual e consegue sentir o lado humano dos personagens, ele começa a se fazer mais perguntas antes de soltar sua notícia: É apreciativa? Tem equilíbrio? Dá experiência? Motiva? Inspira? Constrói? Mostra coerência? Faz aflorar a autoestima? Sinaliza soluções? Dá possibilidades?

3- Há quanto tempo o programa Imagens e Vozes de Esperança - IVE acontece e quais os resultados já evidenciados?
O IVE chegou ao Brasil praticamente junto com os Estados Unidos, em 1999. Desde então já foram realizados 35 diálogos e encontros presenciais em 13 cidades, alcançando um público direto de aproximadamente 3400 pessoas (produtores de mídia, artistas, educadores, comunicadores, designers, estudantes, etc). O que percebemos como organizadores é que, após os diálogos, muitas pessoas passam a ver seu trabalho a partir de novos ângulos. Outras, que já vem para os diálogos com essa nova visão dizem: “eu não sabia que tantas pessoas pensavam e sentiam o que eu penso, é bom saber que não estou sozinho”. Fortalecidos pelos diálogos e inspirados pelo grupo, vários profissionais do IVE criam programas alternativos alinhados com os princípios do movimento dentro dos veículos onde trabalham. Outros partem para novas experiências profissionais onde possam ter mais liberdade, criando suas próprias empresas de comunicação responsável. E há aqueles que relatam ter adotado a investigação apreciativa, motor do IVE, como filosofia de vida.

4- Como acontece o IVE no Brasil? Está se difundindo?
O IVE no Brasil acontece através de diálogos apreciativos de abrangência local ou nacional. Os profissionais são convidados a participar desses diálogos (um dia ou um fim-de-semana) onde são inspirados a promover alguma mudança em suas agendas (exterior) e atitudes (interior). Além das conversas, os eventos do IVE proporcionam a experiência do silêncio interior - através de reflexões e meditações - e também espaço para atividades e performances artísticas.
O grupo central do IVE - formado por cinco profissionais das cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife - articula as ações com os membros da rede e alinha com a instituição promotora do IVE no Brasil, a Brahma Kumaris. Recentemente, através do diálogo “Construindo uma Mídia Consciente” realizado em Olinda, o IVE aportou no Nordeste, iniciando uma nova comunidade do IVE lá, além das já existentes no Rio, São Paulo e BH.

5 - Como se processa a tecnologia da análise apreciativa?
A Investigação Apreciativa é uma metodologia para promover mudanças nas organizações (uma escola, uma empresa, um grupo de interesse etc.) através de uma abordagem positiva. Nos “diálogos apreciativos” um roteiro de perguntas positivas é preparado antecipadamente, os participantes se entrevistam em duplas e os pontos altos das entrevistas são compartilhados com os demais participantes. Ao fazer emergir o melhor de cada um, a sabedoria coletiva é revelada, criando-se, assim, uma abertura para novas possibilidades e uma plataforma consistente para mudanças. Foi criada por David Cooperrider e Diana Whitney, da Case Western University, e percorre quatro passos: descoberta, sonho, desenho e destino.

6 -E a narrativa restauradora, no que se difere?
Em recente encontro do Imagens e Vozes de Esperança no estado de Nova York, os participantes – a maioria jornalistas – identificaram alguns atributos da narrativa restauradora:
- é autêntica, não encobre desafios e perguntas importantes;
- leva a resultados positivos;
- tem propósito e intenção;
- não se limita a transmitir fatos, mas ajuda a transformar a situação;
- é voltada para o futuro, presta especial atenção ao que virá depois, busca resolução;
- considera o efeito da narrativa sobre a audiência;
- desperta um sentimento de conexão humana;
- é sensível para a comunidade;
- procura por causas profundas.

Eles também definiram o que não é uma narrativa restauradora:
- excessivamente feliz e ilusória;
- com foco exclusivo no negativo;
- que leva a audiência ao desespero.

7-Há outras tecnologias utilizadas pela mídia construtiva?
Sim, outra ferramenta de diálogo utilizada pelo IVE é o The World Café, criado para
orientar as pessoas a serem anfitriãs de conversas sobre temas que elas consideram importantes. Desde o surgimento, em 1995 no grupo intitulado Intelectual Capital Pioneers, tem sido utilizado em diversas conversações ao redor do mundo colaborando para transformar redes sociais de ambientes corporativos, governamentais e comunitários. É ancorado em sete princípios: definir um contexto, criar um ambiente hospitaleiro, explorar as questões que importam, valorizar as contribuições, conectar as diversas perspectivas, escutar a todos atentamente, compartilhar as descobertas.

8- Como contestar o mito de que matérias de violência vendem mais?
Segundo Oriana White, psicóloga e doutora em comunicação, o que vende é o impacto. Como é mais fácil impactar a audiência com cenas violentas, essa tem sido a forma mais utilizada pelos meios de comunicação. Porém, se o comunicador conseguir criar impacto sem precisar expor a audiência a tanta violência, vai vender. Esse é o desafio do IVE, inspirar a criação dessas mensagens.
Hoje em dia muitos telespectadores, leitores e ouvintes estão deixando de ler jornais e assistir noticiários da TV porque não suportam mais ver tanta violência. Percebemos aí uma perda da audiência que pode ser reconquistada através de uma mídia mais consciente.

9- Os cursos de comunicação/jornalismo estão receptivos a incorporarem estes novos conhecimentos?
Sim. No Rio de Janeiro, a PUC e a UniverCidade ficaram muito interessados na abordagem do IVE. A PUC inclusive pensou em criar uma matéria eletiva cujas aulas fossem ministradas pelos próprios profissionais do IVE. Mas como o IVE é uma rede, não havia infraestrutura para isso naquele momento. Como alternativa à matéria eletiva, surgiu outra proposta que foi a de desenvolver uma Nova Teoria da Comunicação pautada no IVE. O professor Muniz Sodré foi convidado para dar suporte a esses estudos. Posteriormente, Ana Lúcia de Castro, coordenadora da Brahma Kumaris, e André Trigueiro, jornalista e editor da Globonews, foram convidados a dar aula na PUC-Rio. André aceitou o convite e criou o curso de Jornalismo Ambiental. Outro exemplo de profissional que faz a conexão do IVE com a academia é a Nádia Rebouças, especialista em comunicação e ex-professora de planejamento de marketing e comunicação da PUC e FGV. Ela viaja pelo Brasil todo para conferências, palestras e seminários em Universidades, disseminando a filosofia do IVE junto aos estudantes.

 

IVE – Imagens e Vozes de Esperança

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O movimento "Images and Voices of Hope" ( IVOH) surgiu em Nova Iorque em 1999, a partir da reflexão sobre o impacto social que homens e mulheres de comunicação exercem em nossa sociedade mediante as imagens e palavras que escolhem transmitir no exercício de sua vida profissional.

Fundado pelas organizações Institute For advenced Appreciative Inquiry, Brahma Kumaris World Spiritual Organization e Visions of a Better World Foundation, em pouco tempo o movimento tornou-se global e no Brasil passou a chamar-se IVE Imagens e Vozes de Esperança.

O IVE opera por meio de redes sociais e incentiva diálogos entre pessoas das mais diversas áreas da comunicação – jornalistas, publicitários, artistas, empresários, estudantes, professores e interessados em geral para encontrarem caminhos para uma mídia de soluções e de transformações benéficas para o mundo. A pergunta que engaja todos é:

Que impacto o meu trabalho está criando na mente e no sentimentos do leitor, do espectador, do consumidor?

Guia do movimento Imagens e Vozes de esperança- IVE
No guia do movimento pode-se conhecer os propósitos e princípios que norteiam o IVE, métodos e informações de como se engajar no movimento.

Acesse:
www.cmminterativa.com.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=156


Nasce o IVE Nordeste!
Por Taiza Brito

É com grande satisfação que anuncio a criação do Imagens e Vozes de Esperança (IVE) Nordeste. Muitos devem se perguntar: “E o que significa isso?”. Representa que profissionais ligados à comunicação, às artes, à música e a tantas outras áreas que produzem conteúdo nesta região resolveram se unir e propagar um projeto internacional que inspira uma visão apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo.
O IVE Nordeste nasceu no último dia 1º de setembro de 2013, no Convento da Conceição, no Alto da Sé, em Olinda, durante o Diálogo IVE “Construindo uma Mídia Consciente”, promovido pela Brahma Kumaris.
No evento, conduzido pela publicitária paulista Nádia Rebouças e pela inglesa Denise Lawrence, bacharel em Filosofia e Língua Moderna, participaram jornalistas, publicitários, relações públicas, designers, escritores, músicos, entre outros profissionais, oriundos de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

Leia matéria completa em

www.vivapernambuco.com.br/index.php/blogs/item/2912-nasce-o-ive-nordeste

ivebrasil.wordpress.com/2013/10/03/nasce-o-ive-nordeste

 

Comunicação dos Conflitos e da Paz pela Mídia Construtiva

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Entrevista com a jornalista Taiza Brito, pós-graduada no Curso
"A Comunicação dos Conflitos e da Paz", na Universidade Autônoma de Barcelona.

Quais os objetivos do curso “ A Comunicação dos Conflitos e Paz” ?

No curso eles indicam caminhos para que jornalistas ampliem seus conhecimentos sobre os conflitos/guerras existentes hoje no planeta e absorvam conhecimentos que levem a conhecer a origem dos mesmos. Por isso os professores começam suas anulas mostrando os eventos ocorridos antes do conflito, mostrando o que os fez surgir. Assim, pretendem que se fale destes acontecimentos com propriedade e não apenas explorando a guerra, mas sim o que está por trás dela e dentro dela. Além dos estudos de caso, são dadas aulas de economia internacional, terrorismo, mediação de conflitos, islamismo, países da África, entre outros. Além disso, destacam a importância da prática de um jornalismo responsável neste campo.

Como a mídia tem tratado os temas de guerras/conflitos?

Comumente quando lemos notícias sobre conflitos parece haver o lado dos bons e dos maus, além de uma abordagem quase sempre superficial. Deste modo, propaga-se uma visão distorcida de povos, culturas, motivações, reivindicações.

Você poderia citar exemplos mostrando a diferença de abordagem da mídia construtiva na abordagem de guerras e conflitos?

Diariamente jornais, telejornais e sites tratam sobre conflitos/guerras. O que se percebe é que na maioria das abordagens é dado destaque ao factual – o fato que chamou atenção do mundo –, quase sempre de ataques com mortes, atentados. E quem está de um lado e outro do conflito, sempre com tendência a apontar os vilões e os heróis daquela história.
Na mídia construtiva a abordagem pode se dar de várias formas. Um ponto bastante frisado pelos professores do curso que fiz é que sempre há a possibilidade de diálogo, desde que haja mediadores preparados para intermediar as conversações entre ambos os lados. Então noticiar as iniciativas de entendimento entre as partes é um caminho. Ou seja, o que está sendo feito para buscar a paz. Outro caminho é mostrar a ação/o trabalho daqueles que estão empenhados na ajuda humanitária.

Ao ler/assistir notícias e reportagens sobre guerras e conflitos o que o leitor crítico deve observar ?

Muitas vezes não temos informações aprofundadas sobre a história/cultura de determinados povos. Então, creio que mais importante é se aquela notícia gera interesse, buscar conhecer/pesquisar mais sobre os povos envolvidos. Há muitos conceitos/ideias que se propagam e se fixam como verdade absoluta mundialmente e encobrem a verdadeira essência de determinadas coisas. Por exemplo, há um senso comum de que todo islamista é terrorista, o que não corresponde à verdade, visto que as ações violentas estão restritas àqueles que integram grupos específicos e não a quem segue a religião.

Como você tem aplicado os conhecimentos adquiridos no curso?

Como nos meios de comunicação convencional não há muito espaço para exercitar este tipo de abordagem, resolvi escrever em um blog, chamado Viva Pernambuco (www.vivapernambuco.com.br), com janelas para notícias locais, nacionais (Viva Brasil) e internacionais (Viva Mundo), além de estar aberto a publicação de artigos de colaboradores permanentes e eventuais. A ideia é abordar a notícia de outros prismas, mostrando o que acontece de positivo ao nosso redor. A sociedade está acostumada a consumir o espetacular, o que chama atenção, que comumente é o que propaga violência. Mas aos poucos vamos expandindo o horizonte s se firmando na tentativa de contribuir para que as pessoas enxerguem e tenham vontade de viver em um mundo mais pacífico.

Qual a relação entre o curso que você fez e o Movimento Imagens e Vozes de Esperança- IVE ?

Imagem e Vozes da Esperança trouxe inspiração, plantou uma semente em minha alma, a vontade de construir algo semelhante ao que se propõe. Conheci o movimento antes de fazer o curso. Recebia os boletins eletrônicos que reuniam iniciativas no jornalismo, na fotografia, na publicidade que traziam mensagens inspiradoras. E pensei: É isso que quero fazer! O curso foi uma oportunidade de aprimorar meus conhecimentos e um estímulo a pensar de que forma poderia contribuir dentro da minha carreira nesta perspectiva.

Como os estudantes e profissionais de mídia que se interessam em desenvolver estes
novos paradigmas devem proceder?

Buscar fontes de especialização, estudar, estar perto e contribuir com os movimentos que atuam nesta direção. A vida fica bem melhor.

 

Narrativa Restauradora – uma metodologia da mídia construtiva

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A narrativa Restauradora, foi um dos temas focados no Encontro de Cúpula da Rede Imagens e Vozes de Esperança – IVE, em New York, em 2013.

Jon Funaki pesquisador de jornalismo é membro do Conselho do IVOH abordou o tema ajudando a definir esse gênero de mídia emergente.

Brígida Fries, uma das coordenadoras do IVE no Brasil, participou do evento e fez um relatório das idéias apresentadas.

Transcrevemos uma síntese das características principais da Narrativa Restauradora, contidas no relatório.

Narrativa Restauradora

- Não se limitam a transmitir fatos, mas ajudam a transformar a situação.
- Não ignoram o sofrimento humano, mas olham além dele, para ver o que vem depois
- É uma investigação honesta e sustentada que revela oportunidade em tempos de ruptura.
- Expressa fortalecimento, possibilidade e revitalização
- É voltada para o futuro, com foco na resolução
- Na narração de conflitos o foco é em como as pessoas reagem.
- É deliberadamente reconstituinte, sem ser manipuladora
- É autêntica, enraizada em uma investigação, em vez de um argumento.
- A esperança vem de dentro. Os personagens da Historia são elevados e os leitores junto a eles.
- Desperta sentimento de conexão humana. Lembra as pessoas do que elas podem realizar trabalhando juntas.
- É ação-orientada, mas não prescritiva. A história pode preparar as pessoas para lidar com seu próprio sofrimento; de forma particular ou comunitária.
- È sensível para a comunidade, para saber o que as pessoas estão procurando no momento.
- Aborda uma experiência comum, a verdade de sentimento que revela algo sobre um tema universal
- Procura por causas profundas
- Narrativa Restauradora não significa que os mocinhos vençam, ou que a narrativa positiva promovida por uma empresa ou comunidade deva ser aceita seu questionamentos.

Conheça mais sobre o assunto acessando

http://ivebrasil.wordpress.com/2013/11/02/imagens-e-vozes-de-esperanca-explora-e-define-narrativa-restauradora-durante-cupula-em-nova-york/