Cultura de Paz - Respeito à diversidade sexual

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Estamos no século XXI. Mudanças intensas e ininterruptas tanto na tecnologia quanto nos costumes ocorrem nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Concomitantemente, em muitos lugares do planeta, prevalecem culturas primitivas, subdesenvolvidas, sem condições mínimas de sobrevivência. Neste mundo de contrastes, temos favelas bem pobres ostentando antenas de televisão como hastes de bandeira indicando que já desfrutam de benefícios da tecnologia.

Apesar das grandes mudanças nos costumes, a partir da década de 60, da liberação sexual e de uma multiplicidade de opções de organização familiar, paradoxalmente, o preconceito e a discriminação ainda imperam de forma enrustida ou ostensiva em segmentos radicais. A violência homofóbica ( contra casais do mesmo gênero) continua a acontecer, até com requintes de crueldade. Aos conflitos na relação entre os homossexuais e suas famílias, junta-se a constatação dos riscos da homofobia que intensifica a angústia e perturba a paz nas famílias, tanto de homossexuais quanto dos agressores.

Estatística homofóbica

O Governo Federal, em iniciativa pioneira na América Latina, lançou dados oficiais sistematizados sobre violência homofóbica no Brasil. Tais dados são peça fundamental no enfrentamento à homofobia e às demais formas de preconceito no país, possibilitando a quantificação e visibilização da realidade de violações de direitos humanos vivida pela população LGBT.
Esta estatística poderá ser verificada pelo link:

http://www.sdh.gov.br/assuntos/lgbt/dados-estatisticos/relatorio-sobre-violencia-homofobica-no-brasil-ano-de-2011

Cultura de Paz

Diante desses dados, dos fatos e das notícias veiculadas pela mídia, a Cultura de Paz se torna cada vez mais urgente na formação de uma sociedade que respeite a diversidade e desenvolva a tolerância, a compreensão, a solidadriedade e o diálogo.

A educação para o respeito à diversidade, começando pela família, pela escola e por todos os segmentos da sociedade, precisa ser cuidada, planejada, orientada por especialistas idôneos, tanto na formação de educadores como também democratizada à população, com o alcance da mídia.

Educar para o respeito à diversidade não é incentivar o homossexualismo
como muitos argumentam. Cada um pode ter sua posição individual, mas o respeito ao ser humano diferente, deve prevalecer.É questão de ética, de humanismo, de direitos humanos.

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