Defesa da diversidade sexual : lutas e avanços

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Renato Tadeu Veroneze

Hoje vivemos num mundo mais aberto à diversidade, porém, o preconceito, a discriminação e o moralismo ainda imperam na sociedade.Para que a comunidade LGBT se firmasse e conquistasse alguns direitos em relação aos heterossexuais, foi necessário um longo processo de lutas e manifestações sociais.

No Brasil, já são visíveis algumas conquistas. Uma delas é o decreto 6.980, de 13 de outubro de 2009, da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de LGBT, que tem a responsabilidade de coordenar a elaboração e implementação dos planos, programas e projetos em âmbito n acional. É também competência da Coordenação a articulação de ações pró-LGBT junto aos demais órgãos da Administração Pública Federal.

Apesar dos avanços, ainda impera, em solo nacional, expressões de violação de direitos e violência ao grupo LGBT. Segundo os dados do relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, no ano de 2011, 67% das denúncias do Disque 100, em nível federal, são referentes à população LGBT.

Outro dado relevante do relatório é que 30,8% das violações aconteceram na rua, 42,0% em casa,5,5% em instituições governamentais e 4,6% em local de trabalho. Dos tipos de violência, prevalece a psicológica ( 42,5%) , mas 22,3 % são de discriminação, 15,9 % violência física, dentre outras formas de violência de menor incidência.

Apesar de aparente aceitação do comportamento homossexual, o relatório aponta que ainda temos muito que lutar, principalmente com relação ao comportamento homofóbico e lesbiofóbico. A denúncia é a maior arma contra o preconceito e a discriminação. Denunciar o tratamento desigual perante a lei e ao comportamento discriminatório em todas as áreas da vida social é um dever de todo cidadão.

Portanto, há a necessidade de demonstrar, tanto à sociedade, sobretudo,à família, as dificuldades que a maioria dos gays, lésbicas, travestis e transexuais enfrentam para serem compreendidos e aceitos. A grande maioria das queixas deles é não encontrarem o apoio da própria família.

Síntese do artigo publicado no Jornal da Região em 27/junho/14.
O autor é assistente social.