será que só o morro do chapeu consegue fazer isso ?

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Morro do Chapéu é uma cidade da Bahia, da região da Chapada Diamantina, conhecida pela delícia de sua temperatura média, pela beleza da “Ferro Doido” e pelo Centro de Pesquisas Ufológicas de “seu” Alonso.

Recentemente, outra façanha de “Morro” me encantou mais ainda: há cinco anos, um empresário da cidade, Luciano da Casa do Pão, resolveu dar uma pequena mostra de solidariedade para ajudar estudantes da rede pública no seu desempenho escolar.Começou doando um computador para o aluno que tivesse o melhor aproveitamento ao longo do ano. Isso já deixou a comunidade estudantil atenta e empenhada em ganhar o cobiçado prêmio.

No ano seguinte, outros empresários e profissionais liberais juntaram-se a Luciano e ampliaram o leque das premiações: notebooks, motos, uma agência bancária local ofereceu uma poupança de R$ 2.000,00 (dois mil reais), a dentista do lugar entrou com tratamento ortodentário por um ano. Além disso, aos melhores das séries finais do fundamental e médio, garantiram cestas básicas por um ano, O movimento foi crescendo com a participação entusiasmada de mais pessoas da cidade. Hoje, premiam, principalmente, o desempenho escolar (notas boas) e a assiduidade.

Primeiro resultado: existem alunos, há dois anos, sem uma falta sequer e as “supermédias“ chegam a atingir a nota 9,75, levando em conta todas as matérias.

Segundo resultado: a elevação da média do IDEB dos alunos do município.

A entrega dos prêmios é feita em noite de gala, com a comunidade presente, em clima de verdadeiro “Oscar da Educação Morrense”.

Não é à toa, num distrito de Morro do Chapéu chamado Fedegosos, conheci a escola pública Edigar Dourado Lima, que me fez parecer estar entrando em algum colégio suíço, dada a organização, limpeza e alto padrão de civilidade entre professores, servidores e alunos. O diretor, Professor Edinho, tem tratamento de pop-star pela sua comunidade.

Pergunto à Bahia e ao Brasil: será que só o Morro do Chapéu consegue fazer isso? Que tal pegarmos esse extraordinário exemplo e espalharmos pelo restante do país?

Morro do Chapéu: copiem "sem" moderação!

Profa. Elisa Eiko ( Univ. São Carlos)


Conheça Morro do Chapéu

www.youtube.com/watch?v=CA8y-I3jRq8

escolas.educacao.ba.gov.br/noticias/colegio-de-morro-do-chapeu-promove-dia-de-integracao-com-familia

www.youtube.com/watch?v=n8aDC23SGXo

 

Guaxupaz Aderiu ao III Manifesto Pela Educação

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Conheça o manifesto na integra: manifestopelaeducacao.blogspot.com.br

Um dos eixos da Cultura de Paz é a participação democrática e a educação é um dos pilares básicos para desenvolver competência para o exercício da participação democrática e de todos os demais aspectos da Cultura de Paz; defesa dos direitos humanos, resolução pacífica de conflitos, respeito à diversidade, solidariedade, diálogo e formação de consenso entre outros.

O povo acordou e foi para as ruas, mas isso não é suficiente, Os ativistas da Cultura de Paz acreditam na ruptura de padrões injustos e obsoletos, mas de forma pacífica ( não passiva) e inteligente. Não basta gritar pelo que não está bom, pelo inadmissível. É preciso apresentar propostas consistentes e de consenso para efetuar mudanças democráticas. A classe dos educadores deve ser um exemplo para o país de mobilização organizada, pacífica e eficaz.

Por tudo isso, que o Movimento de Cultura de Paz de Guaxupé- Guaxupaz se propôs a colaborar na divulgação do Manifesto pela Educação. Queremos educação humanística, educação para o século XXI.
Por conhecermos a integridade das lideranças que promoveram a mobilização para elaborar este documento, é que estamos aderindo ao III Manifesto Pela Educação e colaborando na divulgação e discussão.

Uma multidão de educadores e cidadãos se dedicaram à elaboração do documento. Milhares de pessoas, no país, assinaram o documento via internet ou em listas impressas.

O Manifesto com as assinaturas foram entregues ao ministro da educação no dia 19 de novembro/2013 em Brasília. Mas o movimento não para aí.

Novas etapas do movimento estão sendo preparadas.

 

Dia da Consciência Negra foi marcado por reflexões e propostas

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A situação dos negros e afro-descendentes no Brasil foi o tema da palestra que encerrou a 10ª Semana do Serviço Social, na Fundação Educacional Guaxupé - UNIFEG. Cleide Hilda, da Executiva Estadual do Movimento Nacional das Entidades Negras foi a palestrante, a convite dos vereadores da Câmara Municipal , Eurico Guedes da Silva, da Comissão de Direitos Humanos e Nesmar Brazão Guerini, da Comissão de Educação. Houve também participações do movimento negro de Guaxupé- Afroxé e Guaxupaz.

Na abertura do evento, os participantes puderam assistir apresentação de capoeira do Projeto “Capoeira para Todos” , que é desenvolvido na cidade. A palestrante iniciou sua fala fazendo alusão à cultura negra - “ a capoeira não é só dança ou esporte. É um símbolo da resistência da cultura negra e de sua característica de circularidade.

Para Cleide, há muito para se comemorar das conquistas da causa dos negros, mas também ainda há muito para se lutar. O Brasil é o lugar onde mais se mata jovens negros e Minas Gerais está em terceiro lugar entre os estados em que isto mais ocorre. Por este motivo foi criado o Programa Juventude Viva, que é uma política afirmativa.

A partir da década de 80, o movimento negro foi para as ruas e começou a avançar, denunciando o racismo e a discriminação, afirma Cleide. Porém, além de denunciar passaram também a estudar, pesquisar suas causas, levantar estatísticas. Mesmo assim, o Brasil tem muitos anos de atraso em relação às conquistas dos negros americanos.
A palestrante abordou a questão das cotas para os negros e descententes, chamando a atenção de que não basta reconhecer a dívida para com os negros, mas é preciso repará-la, assim, as cotas não vieram para privilegiar, mas para pagar uma dívida .
Cleide apresentou um diagnóstico de que os alunos cotistas tem feito jus à oportunidade oferecida, uma vez que o aproveitamento dos alunos cotistas tem sido bom ou igual ao dos demais estudantes.
A exploração e depreciação da mulher negra pelo homem machista também foi abordada.

A Lei 10.639/2003 que estabelece que inclusão da cultura afro em todas as escolas foi
questionada . A educação segundo ela, sempre foi pauta da luta dos negros, mas ainda não se conhece a história do povo que construiu este país. Os professores precisam conhecer esta história para poder transmiti-la.
O representante do movimento Afroxé, Everton Daniel Paulino de Orlando, expressou as discriminações sofridas e lamentou que não se ensine nas escolas a história da influência negra na cidade, nem as desigualdades sofridas.

A universitária Paula Cinthia Pereira, expressou a admiração dos estudantes pela palestra, afirmando que cada palavra dita por Cleide Hilda, foi um aprendizado importante para a formação do Assistente Social que tem a função de interagir na sociedade pela igualdade e pela Justiça.

Propostas

Das considerações feitas pela palestrante, das intervenções dos participantes e sugestões feitas pela representante do Guaxupaz, surgiram propostas para concretização de algumas questões. De início, que se forme um coletivo de pessoas interessadas , juntamente com o curso de Serviço Social, Guaxupaz e Grupo Afrouxe, Capoeira para Todos a fim de elaborar a história da Cultura Negra e da situação dos negros da cidade para ser disponibilizada às escolas e à comunidade. O exemplo de negros contadores de histórias é bastante sugestiva e poderá ser organizada.
Como Cleide Hilda é formadora de professores para o currículo de Cultura Africana, ela se dispôs a orientar como proceder para que se faça esta capacitação na região.

 

Movimento Negro - lutas e conquistas

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Síntese da matéria do assistente social Renato T. Veroneze – “Brasil e o Dia da Consciência Negra”, publicada no Jornal da Região em 22/11/2013

O Dia da Consciência Negra não é só uma data comemorativa - é também dia de lembrar e levantar bandeira na luta dos afro-brasileiros.

Apesar de algumas conquistas, pouca coisa mudou em relação à situação dos negros no país. Com o fim da escravidão no Brasil, os negros foram jogados a própria sorte que os condicionou ao descaso, à delinqüência, à vulnerabilidade e ao risco social. O negro ainda carrega o estigma e a condição social conseqüentes da exploração dominação exclusão e desvalorização.

No Brasil vivemos o mito da democracia racial, porém a realidade social perversa e os indicadores sociais comprovam que o negro ainda está associado à miséria e à exclusão.

Estatísticas comprobatórias

- Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) precisaremos de pelo menos vinte anos de políticas voltadas para ações afirmativas para colocar brancos e negros em níveis mínimos de igualdade.

- A cada três assassinatos no Brasil, dois são de jovens negros de 15 à 24 anos de idade, sendo que a discriminação e o preconceito étnico-racial são fortes componentes desta realidade (dados do Mapa da Violência 2013/Centro Brasileiro de Estudos Latino Americano).

- A população negra representa dois terços da população economicamente ativa no país, porém o mercado de trabalho permanece marcado pela desigualdade étnico-racial. Os negros continuam relegados aos serviços de base, com salários menores. Na média nacional, 60% dos desempregados são negros ( pesquisa realizada pelo DIEESE/SEADE )

Conquistas

- Uma das conquistas é a criação do Dia da Consciência Negra (20 de novembro).

- Outra conquista importante é a implantação da Lei 10.639/2013 que incluiu a comemoração da data no calendário escolar e a discussão sobre a história a cultura e a valoração dos africanos e afro-brasileiros nos currículos escolares em todas as redes de ensino.

- A aprovação da Lei 12.711/2012, que cria as cotas para ingresso em cursos superiores, foi um avanço para os negros.

- Criação, em março de 2013, pelo Governo Federal, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

- Por meio das ações afirmativas de combate à descriminação racial, principalmente, nos últimos dez anos, o Brasil tenta promover transformações culturais , implantar a diversidade e ampliar a representatividade dos grupos minoritários em todos os setores da sociedade.

A luta continua

Hoje, o movimento negro luta pelo cumprimento do plano de ação assumido na Conferência da ONU (2001) contra o Racismo, a Discriminação Racial, e Xenofobia e a Intolerância Correlata, como também pelas propostas das Conferências Nacionais de Promoção de Igualdade Racial, organizadas em 2005 e 2009 pelo governo brasileiro.

 

"TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL" APRESENTA PESQUISA SOBRE SUBORNO

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Pagar suborno ainda é muito comum, mas os cidadãos estão dispostos a mudar isso 

A maior pesquisa de opinião pública sobre corrupção em nível mundial, elaborada pela Transparency International, revela que mais de 1 a cada 4 entrevistados pagaram suborno nos últimos 12 meses.

Mais de 1 em cada 2 pessoas acreditam que a corrupção se agravou nos últimos anos, segundo o Barômetro Global da Corrupção 2013, a maior pesquisa de opinião pública sobre o tema, realizada pela Transparency International. Porém, as pessoas entrevistadas também estão convencidas de que eles mesmos podem contribuir para mudar esse quadro e se mostraram dispostos a agir para combater à corrupção.

Os resultados do Barômetro 2013 foram coletados através de entrevistas feitas com mais de 114.000 pessoas em 107 países diferentes, e mostra que a corrupção é um fenômeno mundial. 27 % dos entrevistados pagaram suborno nos últimos 12 meses, o que revela que não houve melhora comparando com as pesquisas anteriores.

Porém, quase 9 de cada 10 pessoas entrevistadas declararam que estariam dispostas a agir contra a corrupção e dois terços daqueles que sofreram um pedido de suborno o negaram, o que sugere que os governos, a sociedade civil e o setor empresarial devem intensificar seus esforço para conseguir que as pessoas contribuam para vencer a corrupção.

“Os números sobre pagamentos de suborno em nível mundial continuam sendo extremamente altos, mas as pessoas acreditam que tem a capacidade de barrar a corrupção e uma proporção significativa está disposta a combater o abuso de poder, os acordos clandestinos e o suborno”, observou Huguette Labelle, Presidente de Transparency International.

O Barômetro 2013 também mostra que em muitos países as pessoas não tem confiança nas instituições encarregadas de combater a corrubção e outros delitos. Em 36 países a polícia foi apontada como o setor mais corrupto. Nesses mesmos países, a polícia havia pedido suborno para cerca de 53% dos entrevistados que haviam pagado. Em 20 países o Poder Judiciário foi percebido como o mais corrupto. Nesses países cerca de 30% das pessoas que haviam tido contato com o sistema judiciário tinham sido convidadas a pagar suborno.

“Os governos devem considerar seriamente este repudio da corrupção por parte dos cidadãos e responder com medidas concretas para reforçar a transparência e a prestação de contas”, disse Labelle. “É preciso medidas mais fortes, principalmente por parte dos governos do G20. Nos 17 países do G20 incluídos na pesquisa, 59% dos entrevistados disseram que seu governo não está agindo adequadamente para combater à corrupção”.

Os políticos também devem tomar medidas para recuperar sua confiança. O Barômetro 2013 mostra que há uma crise de confiança na política e sérias dúvidas sobre a capacidade das instituições responsáveis por apurar crimes. Em 51 países de todo o mundo se considera os partidos políticos como a instituição mais corrupta. 55% dos entrevistados acreditam que o governo somente se preocupa com interesses particulares. Os partidos políticos e os candidatos individuais devem divulgar como são financiados e garantir transparência para a sociedade.

Em todo o mundo as pessoas acreditam que as medidas tomadas pelos seus líderes para combater à corrupção são piores do que antes da crise financeira de 2008, quando 31% considerava que as ações de seus governos para combater esse fenômeno eram mais efetivas. Neste ano, essa proporção se reduziu para 22%.

“Os governos devem se assegurar de que hajam instituições sólidas, independentes e com recursos suficientes para prevenir e combater a corrupção. Quando a corrupção atinge essas instituições centrais e os serviços públicos básicos, um número enorme de pessoas sofrem as consequências”, concluiu Labelle.

Transparency International é uma coalizão global que luta contra a corrupção no mundo. A AMARRIBO Brasil é a representante da Transparency International no Brasil.

Matéria recebida da Amarribo Brasil.