Infância sem racismo

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UNICEF e Governo do Distrito Federal lançaram no mês de março a campanha “Por uma infância sem racismo”. A iniciativa tem por objetivo conscientizar a população da capital do País sobre o impacto do racismo nas crianças e nos adolescentes.

A campanha foi lançada nacionalmente pelo UNICEF e parceiros em 2010. Desde então já teve adesão de várias organizações e governos municipais como São Paulo (SP), Contagem (MG), Salvador (BA), Vitória (ES), Nova Iguaçu (RJ). Além de chamar atenção para os impactos do racismo na infância e adolescência, aponta para a necessidade de quebrar o círculo vicioso do racismo para valorizar a diversidade étnica e racial por meio de 10 dicas. A iniciativa também tem como objetivo a criação e o fortalecimento de políticas públicas que promovam iniciativas de redução das disparidades existentes.

Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo

01 - Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

02 - Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

03 - Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

04 - Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.

05 - Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!

06 - Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

07 - Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

08 - Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

09 - Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10 - As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

http://www.crianca.df.gov.br/component/content/article/321.html